sábado, 10 de novembro de 2007

Luís Gomes-RN: moradores detectam som no subsolo ao lado do Cruzeiro do Sítio Arara.

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Moradores do Sítio Arara no município de Luís Gomes estão ouvindo um som no subsolo, parecido com o de um trovão ao lado do "Cruzeiro", implantado no período de 20 a 27 de maio de 2007 por ocasião das Santas Missões Populares, que ocorreram em Cidades e Sítios da Paróquia de Luís Gomes (compreendida pelos municípios de Luís Gomes-RN, Major Sales-RN e Paraná-RN).

Ana Lúcia da Silva, 45 anos, a moradora que reside mais próxima do "Cruzeiro de Arara", afirmou à reportagem da Folha Luisgomense, na manhã de 8 de novembro de 2007, o seguinte: "O som é parecido com o som de um trovão e como que está andando embaixo do chão, ao lado do cruzeiro. E isso está acontecendo desde o início de setembro desse ano (2007). Não acontece todo dia, mas tem dia que acontece até duas vezes. Às vezes acontece de dia e às vezes acontece de noite".

O Presidente da Associação dos Pequenos Produtores do Sítio Arara, Nivaldo Francisco da Silva, 69 anos, confirmou as afirmações de Ana Lúcia e acrescentou que "tem hora que acontece o som e as lâmpadas (da força elétrica) ficam piscando, como que vão se apagar" Nivaldo disse que nunca viu algo parecido ocorrer no Sítio Arara: "A terra tremeu aqui na era de 60, época em que houve uns tremores fortes na Serra do Pereiro, no Ceará. Mas agora é diferente, a terra até agora não tremeu. A gente só escuta esse som aqui ao lado do cruzeiro. Escuta quem está aqui e quem está mais longe. Já escutei lá de casa. E muita gente já escutou de casa também".

A moradora Ana Lúcia está apreensiva. Ela está começando a fazer um cômodo na casa (a ampliar a residência), mas está pretendendo parar a obra. Mas foi aconselhada por Nivaldo a continuar: "Não tem perigo não, pode construir", disse Nivaldo. Ana Lúcia disse que já teve um sonho: "Uma noite sonhei vendo se abrir uma grande rachadura ao lado do cruzeiro".

Ao lado do "Cruzeiro", passa a encanação que leva água do açude para a caixa dágua, para depois distribuir para as residências. Nivaldo disse que "tem hora que penso que é a água que provoca esse som, quando está subindo para a caixa dágua. Mas mesmo quando não há água nos canos, acontece esse som aqui ao lado do cruzeiro".

Romero Cardoso, que é Doutor em Geografia e Professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), foi procurado para dar uma explicação técnica sobre o que está ocorrendo no Sítio Arara. Ele disse que "Tem que analisar, pormenorizadamente, o terreno; saber se não há escape de alguma concentração de gás natural; se não trata-se de acomodação do terreno, etc. São várias as hipóteses, mas tem que observar em primeiro lugar toda estrutura geológica da área; saber se não tem contato com estruturas da Bacia Potiguar, o que acho não muito provável. Não obstante, a região está próxima de duas áreas cretáceas, a Daqui e a da Região do Rio do Peixe. Mas o caso é interessante. Tem que saber do pessoal se sentiu algum cheiro estranho, etc".

Nivaldo Francisco da Silva disse que "até hoje (8 de novembro de 2007) não foi constatado aqui no Sítio Arara rachaduras nas casas, nem ao lado do cruzeiro, nem cheiro estranho".

Da Redação